Corro na correria de me sentar a ver passar o mundo, os meus olhos esborratados, a minha boca a média rés, os meus ouvidos censurados e eu sentado a ver-me passar.
Quanto mais tempo aguentas tu? Quanto mais tens tu para me dar? Só mais uma réstia de esperança, só mais uma. Estás algures sentada a observar o mundo, estás algures de boca fechada, olhos entreabertos a observar o que te interessa, és tão falsamente ingénua, a ingenuidade cai-te bem, ainda que seja só aparência.
E que é feito de ti e que é feito de ti? Caí na comodidade do teu abraço e deixei-me ficar.
Estou bem, és bem! É bom ver-te, ouvir-te, sentir-te de novo.
terça-feira, 8 de junho de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
faço
Momentos pequenos que espelham a grandeza de existir. Aquela musica, aquele toque, aquele respirar, aquele olhar. Fecho o mundo, abro o meu ser e fico. "É bom existires..."
Quero dizer, quero fazer.
Quero dizer, quero fazer.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Doença de existir.
Sem tempo para desistir, sem tempo para respirar, para acordar de novo, para existir. Desisti, e de vez.
domingo, 16 de maio de 2010
Cerveja preta.
Boémia sensorial, tonalidades obscuras do meu ser assemelham-se ao desprazer.
Quem sou? Sou? Por que sou?
Dias atónitos de refugio submerso e alcoólico. Escrevo para dizer que nada tenho e devo dizer. Farsas, mitos e coisas estranhas vindas d'um ser que não é, mas que já foi. A loucura induzida será realmente louca?
Os meus neurónios jogam à sueca com as minhas dendrites e axónios.
Barulhos atormentam-me o ego, elavam-me ao cume, auge do tentar não ser, não existir.
Sou?
Quem sou? Sou? Por que sou?
Dias atónitos de refugio submerso e alcoólico. Escrevo para dizer que nada tenho e devo dizer. Farsas, mitos e coisas estranhas vindas d'um ser que não é, mas que já foi. A loucura induzida será realmente louca?
Os meus neurónios jogam à sueca com as minhas dendrites e axónios.
Barulhos atormentam-me o ego, elavam-me ao cume, auge do tentar não ser, não existir.
Sou?
Little boy
Estrada fora a espalhar loucura, se é que isso existe.... Deixei a incerteza tomar conta de mim ou melhor, eu sou a incerteza em pessoa.
Só preciso de mais um copo de cerveja e absinto, só quero absinto, só quero destruír o meu cérebro, lá se vão as conexões sinápticas, ainda bem! Pode ser que assim o útil, presente na minha cabeça, se vá embora de vez e me deixe a sós com a loucura. Juro que o absinto deixa-me poliglota.
Finalmente consegui, finalmente voltei, finalmente sou.
Só preciso de mais um copo de cerveja e absinto, só quero absinto, só quero destruír o meu cérebro, lá se vão as conexões sinápticas, ainda bem! Pode ser que assim o útil, presente na minha cabeça, se vá embora de vez e me deixe a sós com a loucura. Juro que o absinto deixa-me poliglota.
Finalmente consegui, finalmente voltei, finalmente sou.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
VENCER A DERROTA.
Estamos tão vulneráveis à imposição de um regime ditatorial, que se o virmos chegar nem vamos questionar, conformar é sempre mais fácil.
Já não digo, já não penso, já não sinto, dói pensar, dói sentir, dói e cansa procurar o caminho para a lucidez, dói acreditar, dói e custa. Sem esforço nada fará qualquer tipo de sentido.
Todos sentem, todos vêm, todos pensam, mas todos fingem não sentir, não ver, não pensar. É certo que um clima estranho paira por aí, razões são enúmeras, estamos a cair no puro conformismo, a baixar os braços.
Tudo começa com o famoso 11 de Setembro e o Terror ao Terrorismo, depois chega uma estranha crise que está a abalar o Mundo, a abalar crenças e a tornar os seres mais vulneráveis, menos aptos, menos críticos. Ainda a suportar isto, junta-se o facto de ter tomado conta do Mundo a crença generalizada e precipitada de que em 2012 se dará o fim do mundo, que vai sendo suportada com as profecias maia, com os desastres naturais que têm acontecido, que começaram com o Tsunami da Índia, até a esta recente nuvem de cinza vulcânica. A mudança está em cada um de nós, conformar não é de todo a solução.
Fui vencido por mim mesmo e baixei os braços, não volto a baixá-los.
Já não digo, já não penso, já não sinto, dói pensar, dói sentir, dói e cansa procurar o caminho para a lucidez, dói acreditar, dói e custa. Sem esforço nada fará qualquer tipo de sentido.
Todos sentem, todos vêm, todos pensam, mas todos fingem não sentir, não ver, não pensar. É certo que um clima estranho paira por aí, razões são enúmeras, estamos a cair no puro conformismo, a baixar os braços.
Tudo começa com o famoso 11 de Setembro e o Terror ao Terrorismo, depois chega uma estranha crise que está a abalar o Mundo, a abalar crenças e a tornar os seres mais vulneráveis, menos aptos, menos críticos. Ainda a suportar isto, junta-se o facto de ter tomado conta do Mundo a crença generalizada e precipitada de que em 2012 se dará o fim do mundo, que vai sendo suportada com as profecias maia, com os desastres naturais que têm acontecido, que começaram com o Tsunami da Índia, até a esta recente nuvem de cinza vulcânica. A mudança está em cada um de nós, conformar não é de todo a solução.
Fui vencido por mim mesmo e baixei os braços, não volto a baixá-los.
domingo, 9 de maio de 2010
Prolongarei a minha adolescência até à meia idade, antes isso que a minha meia idade querer recordar a minha "velha infância".
Atingi o auge da minha cegueira, vejo turvo, mas nunca consegui ver tão bem por estar cego. Quero mais, quero mais, quero mais, quero mais.
Já nada será
Já nada vai ser
Já nada é
Já nada consegue ser
Já nada, já nada serei.
Caminhos prendem-me,
Ou quase.
Quase que já nada
Quase que já tudo
Mas nada
Tudo nada Tudo Nada Tudo Nada Tudo NAda Tudo Nada Tudo
Tudo tudo a rolar, tudo. T
tudo t
Tudo t
Tudo é tão tudo é tão tão simples, que tudo tudo tudo tudo tudo
Tudo é tão, tudo é tão, tão simples que o que resta é contemplar a simplicidade. Amo-te
Atingi o auge da minha cegueira, vejo turvo, mas nunca consegui ver tão bem por estar cego. Quero mais, quero mais, quero mais, quero mais.
Já nada será
Já nada vai ser
Já nada é
Já nada consegue ser
Já nada, já nada serei.
Caminhos prendem-me,
Ou quase.
Quase que já nada
Quase que já tudo
Mas nada
Tudo nada Tudo Nada Tudo Nada Tudo NAda Tudo Nada Tudo
Tudo tudo a rolar, tudo. T
tudo t
Tudo t
Tudo é tão tudo é tão tão simples, que tudo tudo tudo tudo tudo
Tudo é tão, tudo é tão, tão simples que o que resta é contemplar a simplicidade. Amo-te
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