terça-feira, 8 de junho de 2010

TÃO NADA NAIVE

Corro na correria de me sentar a ver passar o mundo, os meus olhos esborratados, a minha boca a média rés, os meus ouvidos censurados e eu sentado a ver-me passar.
Quanto mais tempo aguentas tu? Quanto mais tens tu para me dar? Só mais uma réstia de esperança, só mais uma. Estás algures sentada a observar o mundo, estás algures de boca fechada, olhos entreabertos a observar o que te interessa, és tão falsamente ingénua, a ingenuidade cai-te bem, ainda que seja só aparência.
E que é feito de ti e que é feito de ti? Caí na comodidade do teu abraço e deixei-me ficar.
Estou bem, és bem! É bom ver-te, ouvir-te, sentir-te de novo.

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