domingo, 6 de fevereiro de 2011

GERAÇÃO PERDIDA

Não paro de pensar os dias, as manhãs e o tempo que existe sem existir, não paro de pensar em não pensar.Dias são dias, pessoas são pessoas, o mundo é mundo, mas não é por isso que existir deixa de ser uma crença infundamentada: “Je pense donc je suis”, mas e se pensar não passar de uma utopia? Das poucas certezas que tenho, tenho a absoluta que não penso, logo não existo. Aos oito anos sonhamos ser jogadores de futebol, astronautas, cientistas e polícias; aos 12 anos começamos a querer ser bonitos, a querer usar Nike, Lrg, Wesc, Carhartt, Adidas, Gaudi, Absolut Joy, DC, Volcom, Billabong, Rip Curl, Etnies, Element e outras, começamos a querer ser famosos, a reproduzir os Morangos Com Açucar e a Rebelde Way, ambicionamos o Porsche à porta de casa e ser materialmente realizados; aos 17, no 12º ano, começamos a pensar que queremos entrar na faculdade, para desilusão da maioria, não sabemos bem no quê, começam as dificuldades em optar, dada a dificuldade de escolher um curso com saída com garantia de empregabilidade (e voltamos a Maio de 68), muitas vezes a opção fica-se pelo curso onde vamos ganhar mais, já ninguém quer saber pelo saber; [O sistema de ensino não funciona, muitas vezes a aptidão devia contar mais que simples notas na pauta que catalogam o saber, para infelicidade dalguns, o saber não se mede nem conta]; Aos 23 com o curso acabado, queremos ir para o mercado de trabalho, mas as portas fecham-se sem sequer se terem aberto. E assim começa a geração perdida(?). Tendem a denominar-nos de geração perdida, e se formos a geração ganha? Antes de nós as ambições ficavam-se pelo material e para azar de algumas pessoas, apesar de nos tentarem conduzir ao mesmo, o espírito (fruto de todo um contexto externo) volta a assumir um papel relevante no século XXI. Crianças já nascem a saber fazer reiki, a saber meditar e com memória cósmica (Senhores doutores como explicam isto?). Só damos importância à nossa terceira dimensão quando estamos às portas da morte, quando começamos a questionar se percorremos o caminho certo, até que deixamos o medo de morrer tomar conta de nós (e vamos à missa, aos funerais dos nossos amigos, começamos a ir rezar para que Deus nos acuda;). Teoria da Cordas, Física Quântica e Teoria da Relatividade, conclusões por concluir e vou-me assim.

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