quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cegueira democrática, ou quase.

Pior que não poder ver, é estar cego.
Já ninguém fala na Gripe A, já ninguém tem Gripe A. Ainda se lembram? Já se apagou da nossa memória, é certo.



Peter Joseph em grande.



Nostradamus, o mestre.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Surreal

Estou adicionado a esta metade de vida, metade de morte, eu sou um morto vivo, eu morro vivo, eu vivo morto! Vivo sem princípios, vivo sem horários, vivo sabendo que estou morto, vivo dentro de um corpo sem alma. Quando morrer já estarei morto, morto de viver!
Não sei o que pensar, não sei o que dizer, muito menos o que fazer. Vivo o nada do tudo, não sou nada neste tudo. Este tudo não é nada, eu sou nada, tu és nada, nós somos nada.
A minha alma fugiu, dei-lhe cornos caiu para o céu, dei-lhe asas quis voar para o Inferno! Neste calor efémero, o meu coração bombeia ar, os meus pulmões respiram sangue, as minhas mãos caminham, os meus pés mexem, a minha boca ouve, os meus ouvidos saboreiam.
Sem sentido nem sentimentos, sei voar a pé, sei andar a voar.
Não sei correr com as mãos, sei correr com os olhos, correr a olhar o mundo, que se constrói em milhares de milhões de anos, para se destruir num segundo.
Deixa-me só dizer com os meus ouvidos, que eu não sei crer na em factos que não são factos. Deixa-me abrir a boca fechando-a, dá-me cornos para voar, asas para cair.



24.Out.2007

domingo, 25 de abril de 2010

Cambalhotas.

Luzes apagadas, volume dos meus ecos levados ao máximo e às cambalhotas, a berrar boca fechada.
Eu sabia que estava perdido, restava-me apenas dar cambalhotas, a questão está em: "Quantas mais cambalhotas?".
Quantas mais cambalhotas? Quantas mais cambalhotas eu quiser dar, crio obstáculos, tenho por hábito silenciar respostas por as achar demasiado eficazes, complico-as.
Para quê? E se a respostas se resumir a não ter resposta, a aceitar apenas!? E se a resposta for não questionar?
Nem sei bem, mas expresso uma enorme felicidade.